In Natura
junho 10, 2011
Entrei consumidora…
Saí fã.
Entrei fã de Jamie Cullum
Saí encanto.
Entrei simpatia por Roberta Sá
Saí suave, saltitante
Com saudade, suor e samba
Entrei ansiosa…
Saí cansada.
Entrei aflita…
Saí realizada.
Entrei acompanhada…
Fui me embora com pensamentos,
Mas junto com meus amores.
Entrei com calor…
Saí batendo o queixo.
Entrei sã…
Saí sanando ideias,
Arranjando
Compassos
Alguns estrabicos,
Outros mudos,
E pelo caminho…
Uma clave com
Palavras ácidas,
Rancores estáticos,
Percepções virtuais
De uma vida…
Simples,
Mas dedilhada
Em tons…
Em sons…
Em vozes…
Que tocam dentro…
Tocam fundo…
Do meu dessarranjo sentimental
Do meu samba orquestral.
Do meu bem querer essencial
Do meu triste e complexo
Apego…
Pelas
Sábias, prolapsas, intensas…
Palavras, sintéses e ações…
Que descrevem…
Afinam…
Dão vida…
Ao meu…
Ser, estar,
Mais Natural.
Eu cansei
abril 26, 2011
Sinto que cansei
De tentar entender
Coisas, situações e pessoas
Complexas, abstratas, sintéticas.
Cansei de disperdiçar neurônios
Medindo cada centímetro das ausências,
E dos porquês
Desta vida placebo,
Que insiste em dar vida às
Angústias mudas,
Saudades analógicas,
E dores incógnitas.
Cansei de tanto argumento sintático
Para sentimentos simples,
De complicações tão inteligentes
Para não ver, não ter, não ir, não ser, não estar onde se quer
Estar VeRaMenTe
De verdades não ditas com o coração,
De verdades ditas no impulso,
Na coragem momentânea de aditivos
Cansei…
Cansei de me cansar,
De me enganar,
De sempre acreditar,
De esperar o melhor,
Apesar de tudo.
Cansei…
De relações de via única.
De criticas “nada” positivas
De subestimarem meu
Potencial, meu desenvovimento,
Meu querer, meu ser, meu eu
Mais sincero, nobre e sereno.
Cansei…
De uma vez por todas.
Onde mora a paz?
fevereiro 1, 2011
Ela não vai mais voltar,
É melhor se despedir de todas aquelas lembranças
Que carrega no peito
Como se fossem um tesouro inestimável
Agora elas viraram um tributo
A assombrar seu presente
É melhor terminar com isso
Antes que seja você
A dar adeus
E se perder no vazio
De questões que ninguém poderá responder
Ao menos que se entregue
De coração
E pare de representar
Esse não é e nunca será o seu dom
Encare seus medos de vez
O que tem a perder?
O máximo que vai ouvir é um NÃO
É mais simples do que imagina
Tente
Verá como é capaz
De levar essa loucura
Que insistem em chamar de vida
Seria melhor se fosse caminho
Soa menos complexo
Para os pragmáticos
E mais lúdico
Para sonhadores
Como eu e você
É melhor não perder tempo
Corra, Voe, abra seus braços
Mas faça isso com intensidade
Isso irá deixar um rastro
Para que ela encontre o caminho
Que leva até você
Acredite.
Substantivos de uma fábula incompreendida
janeiro 30, 2011
Me perco nesse espaço
De meias palavras,
Sintaxes,
Sinônimos
De uma vida que desconheço,
Ao menos não reconheço
Por abstrair
Todos, cada um, dos
Antônimos latentes que fogem do mundo
Que cultivo com anáforas,
Substantivos estáticos,
Um lampejo contido,
Privado,
Da liberdade
De escolher
Se sim ou se não
Estar perto,
Falar,
Sorrir,
Fazer sala,
Desejando estar no quarto
Sono,
Ou ainda…
Em uma viagem paralela,
Onde não precise representar
I’m sorry.
Esse não é o meu dom.
A falta pede presença
janeiro 28, 2011
À Daniela Daia, Gustavo Pires e Juliana Laterza.
Sinto falta do tempo que falta entre nós
Falta para dar tempo de sentirem minha falta
Mas a necessidade que sinto por vocês é tamanha
Que não dou tempo pra faltas
Nem mesmo para aquelas que precisam de um tempo
Quando faltam palavras na boca
Deixando o monólogo carente
Ainda mais necessitado de uma resposta,
De um suspiro quase urrado,
De um aceno sustenido,
De um olhar que decifre a falta que me fazem
Quando mergulho em meu silêncio
Escolho a introspecção
Por falta de ousadia
Em dizer que sinto falta de
De pedir os ouvidos e a atenção
Da pequena que a pouco me era uma estranha,
Mas agora me cativa com sua sinceridade e simpatia
Falta sensibilidade para correr e ganhar os braços
Daquele que há um tempo atrás era quem
Buscava os nossos braços
Para nos abraçar apertado,
Com a mesma verdade e afeto
Que carregamos no peito
Falta coragem para dizer que sinto
Falta do tempo que passava o tempo acariciando as mãos,
Contava os arcos metálicos que adornava os braços,
Brincava com o short black hair
Daquela amiga que hoje supre a falta que uma irmã mais velha me faz
Abraços no silêncio triste,
Um sorriso sincero no desespero,
Um olhar doce na perda
A falta já não me falta tanto
Agora que me sobraram
Palavras, afeto e atitude
Pra assumir cada uma das faltas vocês que me fazem
Cada uma das vezes que sinto que falta espaço no peito
Pra tanto bem querer.
21 gramas de alma
janeiro 16, 2011
Pego as tristezas,
As cicatrizes,
Os apegos,
Os desencontros,
Os sonhos fulgazes,
Subtraio com álgebras sintomáticas,
Números de uma história incompreendida.
Equações complexas
Reduziram o peso da minha alma
Que ganhou algarismos,
Sinais sintáticos,
Resultados positivos,
As palavras antes atravessadas na balança
Agora pesam com precisão
O que pode ser mágoa,
O que pode ser futilidade
De um coração desesperado
Para medir,
Tocar
Envolver
Com carinho,
Com cuidado quase abstrato
Tudo que considera imensurável
E dá sentido, tom e forma
A cada centímetro da geografia de meu destino.
Un attimo in transe
novembro 7, 2010
Sento freddo dentro cuore,
Mi dispiace.
Soltei palavras no vento,
Tentei recuperá-las
Mas era tarde demais,
Tarde demais pra mudar
O sentido da história,
O orgulho ferido,
A mágoa no peito,
O coração em sinapse.
Vai passar…
Como toda dor,
Desespero,
Ansiedade,
Medo,
Fraqueza,
Insônia,
E introspecção.
Vai passar,
É isso me basta,
Me sustenta,
Mantém a minha fé.
Domadora de palavras
novembro 4, 2010
O traço segue, marca, cintila.
Palavras ácidas ganham meus ouvidos.
Suspiro per un attimo.
É pouco,
Pouco para o muito que eu quero.
Notas embalam os pensamentos.
A mente voa,
O corpo padece,
O coração lamenta.
Introspecção serena.
Uma fuga, um alento, um mundo próprio,
Terra do nunca, vie de Amélie, País das Maravilhas.
Tudo pode acontecer.
…..Volto.
Críticas, indagações, complexidades
Sinopse de uma domadora de letras
Incompreendida, taxada, posta à prova
Todo dia
A cada contato,
Face estranha,
Selva de pedra.
Dói , corroí, destrói
Ditongos clássicos de uma guerra
Mais externa…que interna.
Luz, paz, compreensão
Busca sem fim
Até o fim
Do ensaio,
Do placebo,
Do acento sintático
Chamado Ju Talala.



