Uma busca interminável pelo reconhecimento dos valore$ da comunicação.

Quem aí se lembra do filme “Procura-se Susan desesperadamente”? Se você é da geração y não vai lembrar. Afinal, quando foi lançado nos cinemas os y’s ainda engatinhavam. Mas o filme foi um clássico do cinema que levou às telonas uma loira cheia de personalidade que ainda hoje embala, dita tendências e influencia comportamentos. A moça, agora com mais de 50 anos, é ninguém mais, ninguém menos que Madonna.

Mas o que o filme da Rainha do Pop tem a ver com o texto? Uma referência conceitual. Nele encontrei inspiração pra chegar a um título que também fala de busca desesperada, não por Susan, mas sim por um mercado mais inteligente e claro, menos prostituído para os profissionais de comunicação do interior e pequenos centros.

Ou seja uma jornada que está longe de chegar ao fim, já que no interior, apesar da evolução cultural junto aos avanços tecnológicos e estratégias de branding e marketing, a maioria dos empresários, investidores rurais e políticos continuam a cultivando a percepção que comunicação é um artigo adicional, e não vital para a conquista de bons negócios.

Um reflexo claro da baixa oferta praticada pelos próprios profissionais de comunicação que se vêm obrigados a lançarem mão do valor real de seus serviços em nome da sobrevivência. Isso acontece principalmente se o profissional é universitário, recém formado e jovem da geração Y e X. Claro que esse perfil não é uma regra que aponta quem está fazendo o “pioramento” do mercado e inibindo as grandes oportunidades de trabalho.

O que estamos vendo hoje é um paradoxo, torpe, mas promissor. Só precisamos saber como usar este “promissor“. Afinal a comunicação brasileira vive o seu melhor momento. Isso graças ao crescimento da nova classe média, do aumento do consumo, das novas tecnologias da informação, dos avanços em comunicação digital e da presença que o Brasil vem desempenhando no mundo com suas ideias e soluções criativas.

Agora resta ao profissional algumas responsabilidades se quiser contribuir com a mudança deste contexto e aproveitar o crescimento da propaganda pra traçar um futuro de sucesso. A primeira e mais importante é refletir se ele é um dos comunicadores que presta seus serviços com preços abaixo da tabela. Criar sua tabela de serviços com pesquisa.Ter um plano de carreira. Saber em que nível o seu potencial se encaixa. Porque ele irá determinar o valor do seu passe. Nunca se mostre impressionado, isso limita o seu valor.

Pense nisso. O mercado e os seus colegas agradecem.

Texto postado em Waleska Farias – Carreira e imagem: http://waleskafarias.com/index.php/procura-se-mercado-evoluido-desesperadamente/

Este artigo é inteiramente sobre mim, mais uma personagem desta agitada geração que recebeu o apelido de y. Aviso na primeira linha, que é para nenhum leitor reclamar que estava desavisado. Se achar que não vale a pena, pode parar por aqui e pular para outro texto.

Desde 2009, eu sou inundada com informações sobre a geração y. Não sabia que eu fazia parte dela e muito menos o porquê dela se chamar assim. Descobri em outubro deste mesmo ano. Uma pesquisa de ambiência e comportamento realizada por Neire Castilho (diretora da agência Futura Comunicação) apontou a geração que cada um dos colaboradores pertencia.

Não tinha nenhum veterano, geração dos nascidos entre 1922 e 1945 e que cresceram no período das guerras sob educação rígida e conservadora. Ainda bem, ou teríamos conflitos pelas diversidades de posturas. A geração Boomers, dos nascidos entre 1945 e 1965 e caracterizados pela valorização do status e crescimento revelou uma personagem. Já a geração X, daqueles que nasceram entre 1965 e 1977, tinha os gestores e um atendimento como representantes. A geração y, dos nascidos entre 1977 e 2000, foi representada por 8 colaboradores, todos membros da célula criativa.

O fato ilustra em números que a presença da geração y no mercado, principalmente da comunicação, é acentuada, e tem provocado mudanças profundas no ambiente corporativo. Por causa do seu imediatismo, que infelizmente, ainda é visto somente como ambição para alcançar o rápido crescimento profissional, sem vestir a camisa da empresa.

Mitos e percepções à parte, a geração y é uma geração como as outras, influenciada por um contexto socioeconômico e cultural. Mas que teve a sorte de não nascer em um período de guerras, entre costumes conservadores, vetos da censura de líderes ditadores e quando as novas tecnologias não passavam de delírios de cientistas e pesquisadores.

Depois de entender um pouco sobre a minha geração, tomando conhecimento das percepções positivas e negativas das empresas e de todas as características que traçam o perfil do jovem y, eu também pude me conhecer melhor e reavaliar todas as minhas experiências profissionais.

Percebi que não deveria em momento algum, colocar os jovens y como injustiçados e os empregadores, gestores e diretores como os lobos maus da história. Todos nós estamos no mesmo conto. Ou seja, tanto o jovem quanto as empresas, buscam empreender pra alcançar o crescimento rápido e assim conquistar potencial competitivo acompanhar as mudanças e exigências do mercado.

O x, ou melhor, o y da questão está em desmistificarmos nossos anseios e provarmos que somos imediatistas sim, mas não ignorantes ao ponto de colocar em risco nossa segurança. Alias, segurança é o que mais buscamos. Vivemos o hoje em ritmo de ontem, para que amanhã traga as respostas que procuramos. Por isso, acho que esse nome Y não combina com a gente. O melhor seria se nossa geração se chamasse geração feedback. Um termo intenso e objetivo, assim como nós e o mercado profissional.


Artigo postado também em Waleska Farias – Gestão de carreira e imagem:
http://waleskafarias.com/index.php/a-geracao-do-tudo-e-pra-ontem/

“Falta de sintonia nas equipes gera perda de tempo, dinheiro e talentos nas empresas.”

A esfera das relações e posturas no mercado profissional vive o seu melhor momento. Isso, graças ao crescimento das oportunidades, à necessidade reconhecida das empresas de desenvolver em seu time a inteligência emocional e ao espaço conquistado pela geração y.

Mas, nem tudo são flores quando se trata de mercado. Um velho hábito humano continua afetando a saúde, a mente, e claro, a produtividade dos profissionais no ambiente de trabalho.

Que hábito é esse?
Assim como os produtos expostos nas prateleiras e gôndolas de supermercados, todos nós também sofremos rótulos. Na maioria das vezes, eles são criados por nossos colegas, que através da nossa “embalagem” – aparência e comportamento – determinam a nossa marca, modo de usar, validade, contra indicações e componentes.

Essa atitude é comum a todos os ambientes pelos próprios desdobramentos das relações interpessoais nos processos de interação em grupo. Quem na infância não recebeu o rótulo de “nerd”, patricinha, mauricinho, esquisita ou de bagunceiro do fundão?

Mas esse tipo de conduta no trabalho pode afetar a saúde dos relacionamentos nas equipes. Simplesmente, Porque o outro julga conhecer o colega sem, realmente, conhecer. Na verdade, apenas criou um personagem superficial para compensar sua falta de interesse e motivação em conhecê-lo a fundo. Isso sempre envolve fatores relativos à competição, preconceito e egocentrismo.

Com a equipe fora de sintonia a empresa perde tempo, dinheiro e talentos. Por isso, nada de rotular os colegas, independente de suas reações ou características. É importante não nos prendermos aos estereótipos, muito menos permitir que o outro crie para nós um rotulo, por sua visão particular, que não seja um reflexo real de nossa personalidade, percepção e postura.

Postado em Waleska Farias – Gestão de imagem e carreira: http://waleskafarias.com/?p=756

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